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21 09 Lima Noticia AlunoO artigo “Análise das ACV aplicadas na avaliação dos sistemas de geração de eletricidade em um contexto internacional e suas novas perspectivas” foi elaborado pelo aluno do doutorado, Mauricio Hernández, orientando do professor Emilio Lèbre La Rovere , e pela professora Alessandra Magrini do PPE. Os autores apontam como o principal objetivo da pesquisa estabelecer o estado atual do uso da ACV (Análise de Ciclo de Vida) na avaliação da geração de energia elétrica.

O XI CBPE ocorreu nos dias 11 a 14 de setembro de 2018 em Cuiabá, MT, e teve como tema central “Desafios e oportunidades do Planejamento Energético diante das mudanças nos cenários nacional e internacional”. Os organizadores do Congresso acreditam que ele possibilita reflexões sobre o setor energético brasileiro que vem passando por alterações que poderão ser aprofundadas num futuro próximo.

Confira o resumo do artigo:

“Nas últimas décadas, o consumo de energia elétrica e, portanto, a sua geração aumentou significativamente. Este aumento tem potencializado os efeitos e impactos sobre o meio ambiente. A Análise de Ciclo de Vida (ACV) é um dos instrumentos de gestão ambiental de iniciativa privada que vem sendo usado para avaliar os sistemas de geração de energia elétrica. O principal objetivo da presente pesquisa é estabelecer o estado atual do uso da ACV na avaliação da geração de energia elétrica. Com base na revisão sistemática de trabalhos desenvolvidos em diferentes regiões do mundo, faz-se uma análise de trabalhos internacionais de ACV aplicados a estes sistemas, considerando-se diferentes fontes geradoras. Neste contexto, são analisados os parâmetros da ACV para determinar as principais diferenças em suas aplicações e determinar pontos fracos no seu desenvolvimento. Também são identificados os aspectos e impactos ambientais mais relevantes do ciclo de vida da geração de eletricidade. Finalmente, são estudadas novas perspectivas e abordagens metodológicas para o uso da ACV na avaliação desta atividade.”

Para ver o artigo na íntegra, clique aqui

Para conferir a apresentação, clique aqui

Para saber mais sobre o congresso, clique aqui.

23 08 lima noticia 1simposiodeenergiaDesafios e Perspectivas da Matriz Energética Brasileira

Diferentes associações estudantis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se uniram para organizar o primeiro simpósio da de energia na universidade, nos dias 11, 12 e 13 de setembro. A iniciativa visa a preencher uma carência sobre o tema na instituição, e parte das entidades Seção Estudantil da Energia Nuclear (SEEN), Capítulo Estudantil SPE/UFRJ (Capítulo Estudantil da Society of Petroleum Engineers) e Capítulo PES (Power & Energy Society) do Ramo Estudantil do IEEE da UFRJ.

Alguns dos objetivos do evento são promover e disseminar a produção de conhecimento sobre energia e fomentar a formação de profissionais para o setor energético. Os grupos ainda se agregam à campanha “Essa Conta é de Todos”, da UFRJ, que visa à redução do desperdício de energia na instituição. Também se objetiva fortalecer o Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia para a Cidade Universitária da UFRJ, o qual efetua melhorias em áreas de mobilidade, energia, redução do consumo de água e da geração de resíduos

O evento é interdisciplinar: fazem parte da organização estudantes da graduação e pós-graduação de Engenharia Elétrica, Química, Nuclear, de Materiais, de Petróleo e Ambiental.

Pré-evento

O evento é precedido de um pré-simpósio: uma série de atividades abordando o tema da energia que vêm acontecendo desde abril, como o Minicurso de Energia Solar realizado no mês de maio. Estão previstos, para Julho, uma visita técnica e um minicurso; em agosto um minicurso; e em setembro, o pré-evento de Conscientização com a campanha “Atitudes simples fazem a diferença”, além de palestra sobre a campanha “Essa Conta é de Todos”.

Serviço:

Data: 11, 12 e 13 de setembro de 2018
Local: Auditório do bloco A, Centro de Tecnologia (CT) da UFRJ

Mais informações:

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/simp%C3%B3sio-de-energia/
Facebook: https://www.facebook.com/simposiodeenergiaufrj/

Para saber mais, confira o site do evento aqui

Semana-de-Integraçao-Academinca-da-UFRJ-v3Apresentação oral da aluna Isabella Zicarelli

Data: 24/10/17

Horário: 14:30 às 17:30 (terça-feira)

Local: CT Bloco: A Andar: 2º Sala 201 - I

Título da apresentação oral: Emissões de gases de efeito estufa (GEE) do setor energético do estado do Rio de Janeiro inventário, cenários e medidas de mitigação utilizando a ferramenta de modelagem leap

Orientador: Prof. Emilio Lèbre La Rovere

 

Apresentação de pôster da aluna Isadora Soares

Data: 25/10/17 (quarta-feira)

Horário:  14:30 às 17:30

Local: CT Bloco: B Andar: 2º Hall do Bloco B - II

Título do pôster: Análise das políticas de mitigação de emissões de gases de efeito estufa do setor de agricultura no estado do rio de janeiro e simulação de cenários de mitigação

Orientador: Prof. Emilio Lèbre La Rovere

noticia1 Revista Renewable  Sustainable Energy ReviewsOs pesquisadores do LIMA Carolina Grottera e Amaro Pereira publicaram o artigo denominado "Linking electricity consumption of home appliances and standard of living: A comparison between Brazilian and French households" na revista internacional Renewable & Sustainable Energy Reviews. O artigo é fruto do projeto ECOPA - Evolution of consumption patterns, economic convergence and carbon footprint of development: a comparison Brazil-France. É uma parceria do CIRED, do IEE - Instituto de Energia e Ambiente - USP e do Centro Clima, com financiamento da Agence nationale de la recherche (ANR/França) e da FAPESP.

Confira mais informações sobre o artigo:

Highlights

• Income of 10% poorest households in France was 10.4 times higher than in Brazil.
• Income of 10% richest households in France was 2.6 times higher than in Brazil.
• Electricity requirements are similar for 10% richest households in Brazil and France.
• Appliance penetration saturates for lighting, fridge and TV in Brazil and France.
• Household electricity requirements for appliance usage converge.

Abstract

Solutions based exclusively on technology are unlikely to fully deliver a transition towards a low-carbon society. Shifts in consumption patterns and lifestyles associated with technological solutions are essential to achieve safe GHG concentration levels. Considering households' consumption patterns, residential electricity consumption represents a major issue, as it is closely related to lifestyle choices and living standards. In this context, this paper discusses how specific electricity requirements may vary across different deciles of living standard in Brazil and France. The present evaluation is based on specific electricity consumption and its corresponding carbon dioxide emissions for different home appliances used for food conservation, lighting, daily chores (e.g. cloth washing), as well as information and leisure. Results ratify, on the one hand, the significant income gap existing between French and Brazilian households. On the other hand, they show that differences regarding specific electricity requirements in the two countries are lower than intuitively expected. Hence, they evidence a converging trend in electricity requirements between the two countries, especially among higher income deciles.

Para ler o artigo completo, clique aqui.

24 03 LIMA Emilio noticiaCarioca, nascido em Botafogo, Emilio Lèbre La Rovere, 62 anos, herdou do pai, Ruggiero La Rovere, a vocação para a engenharia e das leituras a predileção pela economia. Mas foi a partir do seu primeiro estágio, na Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, que optou pela pesquisa, dando início a uma carreira bem-sucedida. Na parede do seu gabinete, um fac-símile atesta sua contribuição na conquista do prêmio Nobel da Paz de 2007, que contempla pesquisadores que colaboraram com o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), vencedor naquele ano em conjunto com Al Gore.

Graduado em Engenharia Elétrica, de Sistemas e Industrial pela PUC-RJ (1975), e em Economia pela UFRJ, no ano seguinte, concluiu o mestrado em Engenharia de Sistemas e Computação, na Coppe, em 1977, sob a orientação do professor Nelson Maculan. Cursou o doutorado em Técnicas Econômicas, Previsão, Prospectiva pela École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, sob a orientação do professor Ignacy Sachs, defendendo sua tese em 1980.

Emilio trabalhou na Finep, entre 1975 e 1988, onde chefiou a Divisão de Infraestrutura Energética nos últimos dois anos. Ingressou na Coppe em 1988, como professor adjunto, onde em 2013 passou a Professor Titular. Em sua trajetória acadêmica, orientou 80 dissertações de mestrado e 35 teses de doutorado, escreveu ou organizou 31 livros, publicou 93 artigos em periódicos e 130 em congressos. Foi o primeiro coordenador do Mestrado e Doutorado em Engenharia Ambiental da Coppe, de 1988 a 1997, e coordenou o Programa de Planejamento Energético, em 1995-1996. Coordena o Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (Lima), desde 1997, e o Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (CentroClima), desde 2000.

Uma noite insone, uma vocação desperta

A decisão de conciliar duas faculdades surgiu de uma noite insone. "Quando estava no primeiro ano de Engenharia na PUC, fiquei um pouco decepcionado com a aridez do curso. Em um fim de semana na casa de uma amiga, em Petrópolis, peguei na estante o livro “Introdução à Economia”, de Paul Samuelson, vencedor do prêmio Nobel. Varei a noite lendo e fiquei fascinado. Decidi, então, me inscrever no vestibular para Economia, na UFRJ", relatou Emilio.

No doutorado, em Paris, enveredou pelo caminho da economia do meioambiente, analisando os custos e os investimentos necessários à implementação de fontes de energia alternativa. Foi nesse período que recebeu a visita do professor Adilson de Oliveira, que fazia doutorado em Grenoble, e queria criar um programa de energia na Coppe. "Conversamos e ele me perguntou se eu gostaria de participar. Ele e os professores Luiz Pinguelli Rosa, João Lizardo Hermes de Araújo e Juan Batista Soto criaram uma Área Interdisciplinar de Energia (AIE), que resultou depois no Programa de Planejamento Energético (PPE). De volta ao Brasil, Emilio dedicou-se mais alguns anos à Finep, trabalhando nos primeiros projetos de financiamento de energia alternativa: solar, eólica e no programa Pró-álcool. Paralelamente, começou  a dar aulas na AIE, duas vezes por semana.

O meio ambiente na Coppe e o IPCC

Emilio colaborou na implantação da área de concentração em meio ambiente do Programa de Planejamento Energético da Coppe. "Quando o Pinguelli me convidou, ele estava interessado em organizar os cursos da Coppe em meio ambiente. Propus uma estrutura matricial, com participação de pesquisadores das diversas áreas da engenharia. Oito programas que tinham interface com o tema aderiram. O aluno que cursasse duas disciplinas no PPE e defendesse dissertação ou tese sobre meioambiente poderia ter em seu diploma a menção de área de concentração em meioambiente. Deu certo e está em vigor até hoje".

Em 1997 Emilio criou o Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (Lima) e, em 2000, o Centro Clima, que funciona como um centro virtual.“O Centro Clima cresceu muito porque a partir de 1992 eu me envolvi com o IPCC, no qual trabalhei em diversos relatórios e tive a honra de receber essa plaquinha”, disse o professor com um sorriso, apontando o fac-símile em destaque na parede de seu gabinete que remete ao Prêmio Nobel recebido em 2007 pelo IPCC e seus membros.

“O IPCC promove um diálogo entre o mundo da ciência e o da política. A gente busca nos relatórios levar uma síntese do que é produzido academicamente aos tomadores de decisões", esclarece o professor, que também integra o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, cujo objetivo é aprofundar as pesquisas e motivar colegas a trabalhar com o tema no Brasil. “Conseguimos agregar centenas de pesquisadores e agora queremos que eles façam parte do IPCC. Nós não vamos demorar a sair de cena, é preciso haver renovação", antecipa

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Dribles e recomeços

Com dupla nacionalidade, brasileira e italiana, Emilio tem o nome do avô materno francês, goleiro do Mangueira e da seleção carioca, que lhe influenciou inclusive na escolha do time: o Flamengo. É o filho mais velho da brasileira Regina e do napolitano Ruggiero La Rovere. Herdou a vocação do pai, engenheiro industrial mecânico, formado pela Universidade de Nápoles,  descrito pelos seus colegas como a "transferência de tecnologia personificada", , por ter registrado várias patentes. Ruggiero migrou para o Brasil, aos 28 anos, e a bordo do navio que o traria ao Rio de Janeiro conheceu Regina Lèbre, que retornava de uma viagem de lazer. Casaram-se e tiveram três filhos: Emilio, Henriette e Renata.

Emilio cresceu na integração das duas culturas. No almoço, quando o pai estava trabalhando, a comida era brasileira. À noite, a culinária era italiana: sopa, massa com ragu, vinho tinto, e salada no final. "Há um provérbio italiano que diz que 'À mesa não se envelhece'. Na mesa você conversa, leva tempo. Não é como os americanos que comem sanduíche em cima do teclado do computador, compara o professor, que mantém o hábito quando visita sua mãe, hoje com 94 anos.

Filho de torcedor do Napoli, que é o seu time preferido no calcio, Emilio na infância deu seus dribles jogando futebol na praça, na quadra dos bombeiros, de areia da praia de Copacabana; na Lagoa com os meninos da favela da Catacumba e também com colegas do Santo Inácio. Com Ana Lucia, teve três filhos: Luciana, economista pós-graduada em Letras, intérprete e tradutora, nasceu em Paris; Roberta, formada em Comunicação, com pós-graduação em Relações Internacionais, em Nápoles; e Marcello, o carioca, economista, é doutorando em Economia em Paris. Às vésperas de receber o Prêmio Coppe Mérito Acadêmico Giulio Massarani, uma justa homenagem a sua trajetória, o professor tem mais um motivo para comemorar: viúvo há três anos, acaba de se casar, pela segunda vez, com a francesa Nadine Kichenin. “A vida (re)começa aos sessenta", acredita Emilio.

Fonte: Planeta COPPE

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