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No dia 3 de julho de 2025, a Direção-Geral do Clima (DG Clima) da Comissão Europeia, em Bruxelas, foi palco de dois encontros de alto nível que reuniram especialistas internacionais para discutir estratégias de descarbonização e cooperação internacional.
Pela manhã, no edifício Mundo Madou, ocorreu um evento público apresentando análises do Deep Decarbonization Pathways Initiative (DDP) sobre as transformações de longo prazo e ações imediatas necessárias para atingir a neutralidade de carbono, em linha com o Acordo de Paris e objetivos socioeconômicos. Pesquisadores de seis grandes países emissores — Brasil, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Estados Unidos — compartilharam estudos de caso nacionais, explorando como alinhar a transição para emissões líquidas zero com as prioridades de desenvolvimento de cada país.
À tarde, em um diálogo fechado na sede da DG Clima, coordenadores de centros de pesquisa nacionais participantes do projeto JUSTPATH apresentaram resultados preliminares e o plano de trabalho sobre abordagens nacionais para cenários de descarbonização profunda. As discussões destacaram oportunidades de cooperação entre União Europeia e Brasil, incluindo mecanismos financeiros inovadores para restaurar florestas e reduzir emissões, compatibilidade do futuro mercado brasileiro de carbono com o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) e harmonização de certificações para produtos livres de desmatamento.
Entre as principais conclusões apresentadas destacou-se que o Brasil pode alcançar a neutralidade de emissões até 2050 utilizando tecnologias já disponíveis, desde que sejam retomadas políticas bem-sucedidas de combate ao desmatamento, implementado um mercado robusto de precificação de carbono e ampliados os investimentos em restauração florestal.
Os eventos reforçaram a importância da cooperação internacional adaptada às realidades nacionais, com soluções de benefício mútuo e potencial de acelerar a transição global para uma economia de baixo carbono.
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Ignacy Sachs (1927-2023), renomado economista e um dos principais teóricos do ecodesenvolvimento, deixou um legado fundamental na busca pelo equilíbrio entre crescimento econômico, bem-estar social e preservação ambiental. Como forma de expressar a gratidão à sua memória, um evento especial foi realizado em sua homenagem no dia 13 de novembro, na Fondation Maison des Sciences de L'Homme (FMSH) em Paris. A cerimônia contou com a participação do professor Emílio Lèbre La Rovere, coordenador do Centro Clima/LIMA da UFRJ, que teve sua tese de doutorado orientada por Sachs e integrou a mesa-redonda "Crescimento e Regulação Econômica e Social, Ecodesenvolvimento".
Sachs, pioneiro da sustentabilidade e influente brasilianista, esteve presente no aniversário de 10 anos do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA) da UFRJ, em 2007, reforçando sua importância para o meio acadêmico brasileiro. Seu trabalho inspirou políticas globais, especialmente na transição energética, na justiça social e na cooperação internacional.
Em homenagem a Sachs, La Rovere publicou um texto na Association des Amis de la Fondation Maison des Sciences de l’Homme (AMIS-FMSH), destacando sua influência e ideias. No texto, ele ressaltou o impacto do relatório de Sachs de 1992, Desenvolvimento Equitativo em um Planeta Saudável: Estratégia de Transição para o Século XXI, no qual Sachs propôs cinco dimensões da sustentabilidade: social, ecológica, econômica, espacial e cultural. O economista defendia que os países ricos financiassem a transição verde, taxando grandes fortunas e setores poluentes — uma ideia que hoje ganha força em fóruns como o G20 e a COP.
Sachs também criticava a desregulamentação econômica das décadas passadas e advogava por reformas institucionais e maior cooperação Sul-Sul, como o projeto entre Kerala (na Índia) e Alagoas (no Brasil). Sua visão incluía a mudança nos padrões de consumo, acesso a tecnologias via um fundo global e o fortalecimento dos mercados internos nos países em desenvolvimento.
La Rovere encerrou sua homenagem citando Sachs: "A luta só estará vencida quando pudermos falar de 'desenvolvimento' sem precisar do adjetivo 'sustentável'."
O texto do professor Emílio pode ser acessado na íntegra aqui. Além disso, o site da AMIS-FMSH também organizou um tributo especial em 2024. Para acessá-lo:
Acesse o site oficial: Amisfmsh
No menu "Our activities", navegue até 2024 e selecione "Tribute to Ignacy Sachs".
Para mais detalhes, confira também a notícia publicada pelo LIMA/COPPE.

Sob a orientação do professor Emilio La Rovere, pesquisadores do LIMA fornecem uma contribuição importante para o debate sobre o licenciamento ambiental das atividades de exploração produção de óleo e gás no Brasil, que passa por um momento desafiador atualmente, em função das negativas do IBAMA ao deferimento do pedido de licença de perfuração solicitada pela Petrobras, na Bacia da Foz do Amazonas, localizada na margem equatorial do país, região de nova fronteira exploratória.
A pesquisadora do Programa de Planejamento Energético da COPPE, e professora colaboradora da Escola Politécnica da UFRJ, Jacqueline Mariano, liderou a pesquisa que originou a publicação do artigo "GIS- based modeling of the environmental vulnerability of theAmazon region to the upstream oil and gas activities" que saiu na edição de dezembro da revista da IAIA – Impact Assessment International Association – a Impact Assessment and Project Appraisal. O trabalho contou com a participação dos pesquisadores do LAMCE – (Laboratório de Matemática Computacional do Programa de Engenharia Civil da COPPE, coordenado pelo Professor Luiz Landau) – Adriano de Oliveira Vasconcelos e Patricia Mamede da Silva, e com o pesquisador do LIMA, Maurício Hernández.
O artigo apresenta a proposta de uma metodologia integrada para a determinação da vulnerabilidade ambiental de áreas sedimentares às atividades de exploração e produção de óleo e gás natural, desde a pesquisa sísmica até o descomissionamento das instalações, e é destinada especificamente às avaliações ambientais estratégicas de áreas sedimentares. Como estudo de caso, a metodologia foi testada na bacia terrestre do Solimões, e os resultados obtidos sugerem a viabilidade de sua aplicação, destacando a vulnerabilidade de diferentes receptores ambientais e apontando as áreas de menor vulnerabilidade e que seriam mais adequadas à expansão sustentável das atividades da indústria.
Trata-se de uma ferramenta de apoio ao processo de definição de áreas de interesse exploratório para as futuras rodadas de licitação promovidas pela ANP, que tem por objetivo contribuir para a minimização de conflitos durante o processo de licenciamento ambiental e dos riscos aos investidores.
O Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA) do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe/UFRJ, sob a coordenação do professor Emílio Lèbre La Rovere, desenvolveu uma metodologia inovadora para determinar a vulnerabilidade ambiental de áreas sedimentares às atividades de petróleo.
Essa abordagem visa aprimorar o processo de licenciamento ambiental, fornecendo uma avaliação mais precisa dos impactos potenciais das operações petrolíferas em diferentes regiões. A participação do LIMA e do professor Emílio destaca o compromisso da Coppe/UFRJ em promover práticas sustentáveis e soluções tecnológicas avançadas no setor energético.
O referente estudo gerou artigo publicado em dezembro de 2024 na revista Impact Assessment and Project Appraisal, da Associação Internacional de Investigação de Impacto (IAIA na sigla em inglês), liderado pela pesquisadora do Lima/Coppe, Jacqueline Mariano, que também é professora colaboradora de Escola Politécnica da UFRJ. Também assinam o artigo, o professor Emilio La Rovere; o pesquisador do Lima, Maurício Hernández; os pesquisadores do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) do Programa de Engenharia Civil da Coppe, Adriano de Oliveira Vasconcelos e Patricia Mamede da Silva; e o professor e coordenador do Lamce, Luiz Landau.
Com foco na Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), o artigo tem como propósito melhorar a segurança dos investidores na indústria do petróleo e conferir transparência e confiabilidade ao seu processo de licenciamento. A aplicação da metodologia na bacia do Solimões sugere que ela é adequada às características estratégicas e ao nível de detalhamento exigido pelas AAEs para sua aplicação à exploração de petróleo.
De acordo com os pesquisadores da Coppe, os mapas de vulnerabilidade gerados pela metodologia podem também indicar as potenciais consequências ambientais das parcerias público-privadas (PPPs) de licenciamento de upstream nas áreas avaliadas.Por isso, os pesquisadores afirmam que a metodologia proposta é uma ferramenta de apoio ao processo de definição de áreas de interesse exploratório para as futuras rodadas de licitação promovidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Fonte: Planeta COPPE
Ignacy Sachs (1927-2023), um dos principais teóricos do ecodesenvolvimento e renomado brasilianista, estabeleceu as bases para alcançar um equilíbrio entre crescimento econômico, aumento equitativo do bem-estar social e preservação ambiental.
Para expressar a imensa gratidão à memória do economista Ignacy Sachs foi realizado um evento em sua homenagem no dia 13 de novembro em Paris na Fondation Maison des Sciences de L'Homme (FMSH). O evento contou com a presença do Prof. Emilio Lèbre La Rovere (LIMA), que teve sua tese de doutorado orientada pelo professor Sachs.
Ignacy Sachs é uma figura muito importante para o LIMA, uma vez que seu trabalho se centra no Meio Ambiente e no Ecodesenvolvimento. Ignacy Sachs esteve presente no aniversário de 10 anos do LIMA em 2007.
A sua contribuição para o Meio Ambiente e o Ecodesenvolvimento será lembrada para sempre.
O Prof. Emílio participou da mesa redonda “Crescimento e Regulação Econômica e Social, Ecodesenvolvimento”.