Accessibility Tools

10_09_Linkedin-Site-ICON.png 10_09_Instagram-Site-ICON.png

Notícias


12 08 CENTRO CLIMA NOTICIA

Entre os dias 16 e 18 de junho de 2025, o Centro Clima – Centro de Estudo Integrado sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas esteve presente no 2º Fórum Anual sobre a Macroeconomia da Transição Verde e Resiliente, realizado em Copenhague, Dinamarca. O evento foi co-organizado pela Coalition of Finance Ministers for Climate Action, pelo Ministério das Finanças da Dinamarca e pelo Bezos Earth Fund, reunindo cerca de 200 participantes, incluindo autoridades financeiras, especialistas e pesquisadores de diversas instituições ao redor do mundo. Representando o Centro Clima, os professores Emilio Lebre La Rovere e William Wills participaram das discussões, com destaque para a intervenção do professor Emilio no painel realizado no dia 17 de junho, às 14h, conforme a programação oficial.

O Fórum teve início em 2024, em Washington, reunindo mais de 120 especialistas, formuladores de políticas e representantes de mais de 20 Ministérios das Finanças. Em sua segunda edição, manteve a proposta de integrar plenárias e sessões paralelas para debater estratégias econômicas voltadas à transição verde e resiliente, ampliando o espaço de diálogo e a cooperação internacional.

Logo após o encerramento do Fórum, entre os dias 18 e 20 de junho, também em Copenhague, ocorreu o 2º Workshop Presencial da Green Macroeconomic Modeling Initiative (GMMI). O encontro reuniu especialistas para revisão de resultados, discussão de questões-chave e planejamento das próximas etapas da iniciativa. O Centro Clima participou como observador e comentarista e, a partir desta edição, passou a integrar oficialmente a GMMI como membro de sua segunda rodada. Com isso, a instituição apresentará, no próximo encontro do grupo, os resultados de seus cenários de transição verde, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias econômicas alinhadas à sustentabilidade e à resiliência climática.

Para mais informações acesse o cronograma completo:

GMMI June Meetings Agenda - JUNE 16-18, 2025

GMMI June Meetings Agenda -  JUNE 18-20, 2025

 

12 08 CENTRO CLIMA NOTICIA

Entre os dias 30 de junho e 4 de julho de 2025, ocorreu em Paris a primeira reunião de acompanhamento do projeto JUSTPATH, que teve início em janeiro deste ano e tem duração prevista de quatro anos. O Centro Clima foi representado pelo coordenador Emilio Lebre La Rovere, junto com os pesquisadores William Wills e Pedro Ninô de Carvalho, para discutir os avanços e promover o intercâmbio entre os centros de pesquisa participantes.

JUSTPATH visa modelar cenários econômicos, sociais e ambientais para apoiar políticas públicas de descarbonização no Brasil, considerando a justiça social e a transição energética sustentável. Entre os temas abordados estão a melhoria dos modelos econômicos IMACLIM-BR e KLEM-BR, a análise dos impactos socioeconômicos da transição, o engajamento de stakeholders nacionais e a tradução dos resultados do primeiro Relatório do Global Stocktake (GST) para o contexto brasileiro.

O encontro aconteceu em um momento de cenário nacional complexo: o governo federal atual (presidência Lula 2023-2026) voltou a priorizar a agenda climática, apesar dos desafios econômicos, políticos e sociais. O Brasil registra crescimento do PIBredução do desemprego, mas enfrenta inflação elevadaalta taxa de juros e pressão do Congresso contra algumas políticas ambientais.

No âmbito climático, o país trabalha na elaboração de um novo Plano Climático com 16 planos setoriais de adaptação e 7 de mitigação, além da implementação de um sistema nacional de comércio de emissões que deve estar operando até 2030. Paralelamente, há desafios como a extensão de subsídios a termelétricas a carvão e o avanço da exploração petrolífera em áreas ambientalmente sensíveis.

Dentre as prioridades estratégicas destacadas pelo projeto JUSTPATH para a descarbonização do Brasil estão a retomada de políticas efetivas de combate ao desmatamento, o desenvolvimento de mecanismos financeiros inovadores para viabilizar investimentos em infraestrutura de baixo carbono e restauração florestal, além do desenho de uma estratégia de longo prazo para uma transição justa e inclusiva.

Os modelos econômicos utilizados buscam integrar dados financeiros detalhados para analisar os custos de mitigaçãoimpactos sobre emprego, desigualdade, inflação e investimentos, permitindo simular cenários que vão desde a manutenção das políticas atuais até a adoção de medidas agressivas para alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

projeto JUSTPATH tem também a meta de contribuir diretamente para processos nacionais e internacionais, incluindo a formulação da próxima Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, a estratégia de longo prazo (LT-LEDS) e o aprimoramento do sistema de comércio de emissões.

Para mais informações acesse AQUI

 

19 11 LIMA NoticiaIgnacy Sachs (1927-2023), renomado economista e um dos principais teóricos do ecodesenvolvimento, deixou um legado fundamental na busca pelo equilíbrio entre crescimento econômico, bem-estar social e preservação ambiental. Como forma de expressar a gratidão à sua memória, um evento especial foi realizado em sua homenagem no dia 13 de novembro, na Fondation Maison des Sciences de L'Homme (FMSH) em Paris. A cerimônia contou com a participação do professor Emílio Lèbre La Rovere, coordenador do Centro Clima/LIMA da UFRJ, que teve sua tese de doutorado orientada por Sachs e integrou a mesa-redonda "Crescimento e Regulação Econômica e Social, Ecodesenvolvimento".

Sachs, pioneiro da sustentabilidade e influente brasilianista, esteve presente no aniversário de 10 anos do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA) da UFRJ, em 2007, reforçando sua importância para o meio acadêmico brasileiro. Seu trabalho inspirou políticas globais, especialmente na transição energética, na justiça social e na cooperação internacional.

Em homenagem a Sachs, La Rovere publicou um texto na Association des Amis de la Fondation Maison des Sciences de l’Homme (AMIS-FMSH), destacando sua influência e ideias. No texto, ele ressaltou o impacto do relatório de Sachs de 1992, Desenvolvimento Equitativo em um Planeta Saudável: Estratégia de Transição para o Século XXI, no qual Sachs propôs cinco dimensões da sustentabilidade: social, ecológica, econômica, espacial e cultural. O economista defendia que os países ricos financiassem a transição verde, taxando grandes fortunas e setores poluentes — uma ideia que hoje ganha força em fóruns como o G20 e a COP.

Sachs também criticava a desregulamentação econômica das décadas passadas e advogava por reformas institucionais e maior cooperação Sul-Sul, como o projeto entre Kerala (na Índia) e Alagoas (no Brasil). Sua visão incluía a mudança nos padrões de consumo, acesso a tecnologias via um fundo global e o fortalecimento dos mercados internos nos países em desenvolvimento.

La Rovere encerrou sua homenagem citando Sachs: "A luta só estará vencida quando pudermos falar de 'desenvolvimento' sem precisar do adjetivo 'sustentável'."

O texto do professor Emílio pode ser acessado na íntegra aqui. Além disso, o site da AMIS-FMSH também organizou um tributo especial em 2024. Para acessá-lo:

Acesse o site oficial: Amisfmsh

No menu "Our activities", navegue até 2024 e selecione "Tribute to Ignacy Sachs".

Para mais detalhes, confira também a notícia publicada pelo LIMA/COPPE.

19 11 LIMA Noticia  08 01 LIMA Journée I. Sachs 13 Nov 2024 Photo noticia1  08 01 LIMA Journée I. Sachs 13 Nov 2024 Photo noticia3

12 08 CENTRO CLIMA NOTICIANo dia 3 de julho de 2025, a Direção-Geral do Clima (DG Clima) da Comissão Europeia, em Bruxelas, foi palco de dois encontros de alto nível que reuniram especialistas internacionais para discutir estratégias de descarbonização e cooperação internacional.

Pela manhã, no edifício Mundo Madou, ocorreu um evento público apresentando análises do Deep Decarbonization Pathways Initiative (DDP) sobre as transformações de longo prazo e ações imediatas necessárias para atingir a neutralidade de carbono, em linha com o Acordo de Paris e objetivos socioeconômicos. Pesquisadores de seis grandes países emissoresBrasil, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Estados Unidos — compartilharam estudos de caso nacionais, explorando como alinhar a transição para emissões líquidas zero com as prioridades de desenvolvimento de cada país.

À tarde, em um diálogo fechado na sede da DG Clima, coordenadores de centros de pesquisa nacionais participantes do projeto JUSTPATH apresentaram resultados preliminares e o plano de trabalho sobre abordagens nacionais para cenários de descarbonização profunda. As discussões destacaram oportunidades de cooperação entre União Europeia e Brasil, incluindo mecanismos financeiros inovadores para restaurar florestas e reduzir emissões, compatibilidade do futuro mercado brasileiro de carbono com o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) e harmonização de certificações para produtos livres de desmatamento.

Entre as principais conclusões apresentadas destacou-se que o Brasil pode alcançar a neutralidade de emissões até 2050 utilizando tecnologias já disponíveis, desde que sejam retomadas políticas bem-sucedidas de combate ao desmatamento, implementado um mercado robusto de precificação de carbono e ampliados os investimentos em restauração florestal.

Os eventos reforçaram a importância da cooperação internacional adaptada às realidades nacionais, com soluções de benefício mútuo e potencial de acelerar a transição global para uma economia de baixo carbono.

Para mais informações acesse AQUI

27 01 LIMA Solimões e Negro noticiaO Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA) do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe/UFRJ, sob a coordenação do professor Emílio Lèbre La Rovere, desenvolveu uma metodologia inovadora para determinar a vulnerabilidade ambiental de áreas sedimentares às atividades de petróleo.

Essa abordagem visa aprimorar o processo de licenciamento ambiental, fornecendo uma avaliação mais precisa dos impactos potenciais das operações petrolíferas em diferentes regiões. A participação do LIMA e do professor Emílio destaca o compromisso da Coppe/UFRJ em promover práticas sustentáveis e soluções tecnológicas avançadas no setor energético.

O referente estudo gerou artigo publicado em dezembro de 2024 na revista Impact Assessment and Project Appraisal, da Associação Internacional de Investigação de Impacto (IAIA na sigla em inglês), liderado pela pesquisadora do Lima/Coppe, Jacqueline Mariano, que também é professora colaboradora de Escola Politécnica da UFRJ. Também assinam o artigo, o professor Emilio La Rovere; o pesquisador do Lima, Maurício Hernández; os pesquisadores do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) do Programa de Engenharia Civil da Coppe, Adriano de Oliveira Vasconcelos e Patricia Mamede da Silva; e o professor e coordenador do Lamce, Luiz Landau.

Com foco na Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), o artigo tem como propósito melhorar a segurança dos investidores na indústria do petróleo e conferir transparência e confiabilidade ao seu processo de licenciamento. A aplicação da metodologia na bacia do Solimões sugere que ela é adequada às características estratégicas e ao nível de detalhamento exigido pelas AAEs para sua aplicação à exploração de petróleo.

De acordo com os pesquisadores da Coppe, os mapas de vulnerabilidade gerados pela metodologia podem também indicar as potenciais consequências ambientais das parcerias público-privadas (PPPs) de licenciamento de upstream nas áreas avaliadas.Por isso, os pesquisadores afirmam que a metodologia proposta é uma ferramenta de apoio ao processo de definição de áreas de interesse exploratório para as futuras rodadas de licitação promovidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: Planeta COPPE 

Topo